Seja Bem-Vindo

A História de uma nação se faz no cotidiano das pessoas que a constroem por meio de seu trabalho e sonhos. Deseja-se, então, que ela seja uma narrativa histórica inclusiva, trazendo em si o som das vozes que ficaram esquecidas no tempo e, sobretudo, daquelas que por força de caráter, se perpetuaram em nossa memória.

Desde a posse da primeira juíza da Justiça do Trabalho do Brasil – Dra. Sônia Taciana Sanches Goulart – nos idos de 1943, as mulheres vêm lutando dia a dia para conquistar um lugar no universo do Poder Judiciário brasileiro. De lá para cá, um grande espaço foi desbravado e, hoje, as mulheres marcam forte presença na Justiça brasileira, em especial, na Justiça do Trabalho, onde, em 2018, superaram a metade do quadro de magistradas em atividade. Nos cargos efetivos e nos postos de gestão do Judiciário trabalhista, as mulheres também representam maioria, segundo o Diagnóstico da participação feminina no Poder Judiciário, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça em 2019. 

Recentemente, em 2020, o Tribunal Superior do Trabalho e o Conselho Superior da Justiça do Trabalho tiveram, pela primeira vez, uma mulher jurista no comando, a Excelentíssima Ministra Maria Cristina Peduzzi, que, ao assumir o desafio de comandar a Justiça do Trabalho em plena instauração da pandemia da Covid-19, entrou para a história da trajetória feminina em busca da igualdade de gênero – uma trajetória longa e árdua, que não termina aqui. Há, ainda, muito espaço a ser conquistado, especialmente na segunda instância, nos cargos da alta administração e nos tribunais superiores, onde a presença feminina ainda é substancialmente reduzida.  

Nesse cenário, em 2018, o Conselho Nacional de Justiça instituiu a Política Nacional de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário (Resolução CNJ nº 255/2018), determinando a todos os órgãos do Poder Judiciário a adoção de ações voltadas à promoção da igualdade de gênero no ambiente institucional. Nessa toada, apresentamos esta singela homenagem a magistradas, servidoras e advogadas que marcam a história da 1ª Região, buscando dar a merecida visibilidade a um universo de mulheres que contribuem para a consolidação da Justiça do Trabalho e para a efetivação da justiça.

Confira, também, na Biblioteca Digital TRT-1, a coleção Mulheres Juristas, que reúne a produção doutrinária de mulheres juristas da área do Direito do Trabalho no Estado do Rio de Janeiro, iniciativa da Biblioteca Ministro Carvalho Júnior igualmente alinhada à Política Nacional de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário.


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Sayonara Grillo Coutinho